Nenhum banco aceitaabrir a sua conta?
Quase sempre a causa é uma marcação de suspeita de fraude no seu CPF, registrada no DICT, o cadastro do Pix que os bancos consultam. Ela pode durar até cinco anos, e quem lhe manda Pix passa a ver um alerta de golpe. Para entender como saber se o seu CPF está marcado, leia meu CPF foi marcado por fraude no Pix.
Primeiro confirmamos quem marcou, pelo Banco Central. Depois pedimos o cancelamento ao banco responsável e, se ele mantiver sem fundamento, levamos o caso à Justiça.
Em qual dessas situações você está?
A marcação nasce de formas diferentes, mas o efeito é o mesmo. Reconhecer o seu caso é o primeiro passo.
Vendi cripto no P2P e o Pix foi contestado
Como acontece
O comprador pagou com dinheiro de golpe, a vítima contestou e o seu banco aceitou a contestação. A marcação foi parar no seu CPF.
Nenhum banco aceita abrir minha conta
Como acontece
A recusa vem por aplicativo, sem motivo, em banco atrás de banco. Nome limpo no Serasa não muda nada.
Quem me paga vê alerta de golpe
Como acontece
Na tela de quem vai lhe mandar um Pix aparece que o recebedor está sob suspeita de fraude. Cliente e fornecedor desistem do pagamento.
Caí num golpe e também fui marcado
Como acontece
Você sacou o que tinha numa plataforma que era golpe, e a própria intermediadora contestou o Pix do saque. A vítima virou suspeita.
Tenho financiamento ou crédito aprovado
Como acontece
A carta de crédito tem validade, e o banco exige conta e cadastro sem restrição para assinar. A marcação trava tudo.
O banco diz que não existe marcação
Como acontece
O atendimento afirma que não há nada no seu CPF, mas o Banco Central confirma a marcação e quem a fez.
Como a marcação chega ao seu CPF
O caminho é quase sempre o mesmo, e quem marca não é o Banco Central: é um banco.
Em muitos casos a operação era legítima e ninguém analisou a sua versão. É isso que o pedido de cancelamento, e se preciso a ação, precisam mostrar com documento.
O que mudou com a Resolução BCB nº 587/2026
Desde 21 de setembro de 2026, a marcação tem dono, prazo e procedimento de revisão. Isso muda o jogo para quem foi marcado sem motivo.
Quem marcou responde pela marcação. O banco que aceitou a contestação do Pix, ou que criou a marcação, é o responsável por ela, e só ele pode cancelar. O Banco Central não marca nem desmarca ninguém.
Sete dias para decidir. O banco responsável é obrigado a aceitar o pedido de cancelamento e a decidir em até sete dias do recebimento. Se, depois da análise, não restarem elementos que sustentem a suspeita, a marcação tem de ser cancelada.
Até cinco anos, e o aviso só em 2027. A marcação pode durar cinco anos do registro, e o dever de avisar o cliente só começa em 1º de fevereiro de 2027. Até lá, muita gente fica marcada sem saber.
O banco tem de guardar os fundamentos da decisão de manter ou cancelar. Se o caso chegar à Justiça, é esse registro que pedimos que ele mostre.
Se houver investigação, a ordem muda. Quando a marcação vem acompanhada de intimação ou inquérito, a defesa criminal vem antes de qualquer pedido, porque o que você escrever ao banco pode ser usado no processo.
Do Banco Central ao banco que marcou
Não adianta brigar com cada banco que recusa a sua conta. O caminho é atacar a origem: a marcação e quem a fez.
Três etapas, cada uma com documento.
-
Confirmamos a marcação
Pedimos por escrito ao Banco Central se existe marcação no seu CPF, quem a registrou e quando. Junto, reunimos o que prova que a operação era legítima: comprovantes, conversas, extratos e, no P2P, o registro da ordem.
-
Pedimos o cancelamento
O pedido vai por escrito à ouvidoria do banco responsável, com o identificador da marcação e os documentos, contando o prazo de sete dias. A resposta, mesmo negativa, é a prova de que o banco foi chamado a corrigir e não corrigiu.
-
Ação com pedido de liminar
Se o banco mantiver a marcação sem fundamento, entramos com ação contra ele para cancelar a marcação e toda referência negativa da mesma operação, com pedido de liminar quando há urgência, multa por descumprimento e indenização quando cabível.
Há decisões nos dois sentidos na Justiça, e a diferença costuma estar na prova. Nenhum resultado é garantido.
Você não precisa entender isso sozinho
Se você se reconheceu em alguma das situações acima, o próximo passo é saber em que fase o seu caso está e o que ainda dá para fazer.
Por que não esperar a marcação vencer
Cinco anos sem conta, com Pix travado, custam mais do que parece.
A marcação não some sozinha. Ela fica no DICT pelo prazo inteiro, a menos que o banco que marcou a cancele. Cada recusa de conta nova reforça o problema, e nenhuma delas resolve.
Crédito e financiamento têm validade. Carta de crédito, aprovação de financiamento e contrato com fornecedor costumam exigir conta e cadastro sem restrição. Quando há data, o pedido de liminar precisa chegar antes dela.
A prova da operação envelhece. Plataforma de negociação guarda histórico por tempo limitado, e conversa de aplicativo se perde na troca de aparelho. O que mostra que a operação era legítima precisa ser guardado agora.
Antes de qualquer pedido, baixe os extratos do período em PDF, exporte as conversas e guarde o comprovante do Pix contestado.
Como funciona o atendimento
Você conta o que aconteceu e mostra o que já tem. Sem compromisso e sem cobrança nessa etapa.
Verificamos a situação processual, o que é possível fazer e em que prazo. Só depois disso falamos de contrato de honorários.
Pedido ao Banco Central, pedido de cancelamento ao banco que marcou e, se ele mantiver, ação com pedido de liminar.
Nenhum resultado é garantido. Cada caso depende das provas e das circunstâncias.

Raphael Souza
Atuo com criptoativos desde 2018, em recuperação de golpes, rastreamento em blockchain e ações contra corretoras nacionais e estrangeiras. A outra metade do escritório é Direito Bancário, e nos casos de cripto as duas frentes quase sempre se encontram.
Quando a marcação vem junto com investigação ou intimação, o advogado criminalista da equipe entra antes de qualquer pedido ao banco. Nenhum resultado é prometido: cada caso depende das provas e das circunstâncias.
Para advogados
Boa parte destes casos chega por indicação de colegas que têm o cliente e não acompanham as regras do Pix e do Banco Central. A parceria funciona com divisão combinada no início: quem fala com o cliente, quem assina, o que cabe a cada escritório e como os honorários são repartidos.
Perguntas frequentes
Como sei se o meu CPF está marcado?
Pergunte por escrito ao Banco Central, pelo Fale Conosco do site. A resposta diz se existe marcação de suspeita de fraude no seu CPF, qual instituição a registrou e quando. É o primeiro documento do caso.
O Banco Central pode tirar a marcação?
Não. O Banco Central guarda o registro, mas só o banco que fez a marcação, ou que aceitou a contestação do Pix, pode cancelá-la. Por isso o pedido vai sempre a ele.
O banco disse que não há marcação, mas o Banco Central diz que há. E agora?
Guarde as duas respostas. Essa contradição é comum e pesa contra o banco, porque mostra que o pedido não foi analisado de verdade.
Se a marcação sair, os outros bancos são obrigados a abrir minha conta?
Não. Cada banco tem os próprios critérios para abrir conta. Cancelar a marcação tira a origem do problema, e é isso que costuma destravar as recusas, mas não obriga nenhum banco a aceitar.
Minha marcação é de antes de setembro de 2026. A regra nova vale para mim?
O pedido de cancelamento feito agora segue a regra nova, com o prazo de sete dias. E a exigência de fundada suspeita para marcar já existia antes.
Dá para pedir indenização?
Quando a marcação é mantida sem fundamento, há decisões que condenam o banco a indenizar. Depende do caso e da prova, e não existe garantia.
Estou sendo investigado ou fui intimado. Posso pedir a retirada mesmo assim?
Antes, fale com um advogado criminalista. Com investigação em curso, a defesa criminal decide se e quando fazer o pedido, porque ele pode ser usado no processo.
Recebi oferta de alguém que promete limpar meu CPF no Pix. É confiável?
Ninguém de fora tem acesso ao sistema de marcações. Desconfie de quem cobra adiantado para “limpar o nome” e nunca envie senha ou código de verificação.
Avaliações reais, no Google
Nunca imaginei que alguém conseguiria rastrear minhas criptomoedas após cair em um golpe. O Dr. Raphael foi atencioso, me explicou tudo com clareza e me deu uma luz no fim do túnel. Recomendo fortemente o escritório pra quem busca ajuda com fraudes digitais ou problemas envolvendo investimentos em criptoativos.
Excelente profissional, me deu todo suporte necessário! Fui hackeado numa grande corretora de criptomoedas e tive praticamente todo meu dinheiro roubado. Além da perda financeira, o abalo emocional foi gigante.
Bons profissionais atenciosos e muitos competentes servico de qualidade nota 10
Transcrição literal de avaliações públicas, escritas pelos próprios clientes no perfil do escritório no Google. Por respeito ao sigilo, nenhuma avaliação é reproduzida aqui com detalhe de caso.
Atendemos por videoconferência em todo o Brasil
A maior parte dos casos é conduzida a distância, do primeiro contato ao fim do processo. Você não precisa estar em Uberlândia nem em Itumbiara, e não precisa viajar para ser atendido.

Fale sobre o seu caso
Se nenhum banco aceita a sua conta, se quem lhe paga vê alerta de golpe ou se você descobriu uma marcação no seu CPF, nossa equipe pode analisar a sua situação e vamos fazer o máximo para te ajudar.