Apuração de 6 de agosto de 2026, revisada e reconferida em 4 de setembro de 2026. Desde julho, várias pessoas procuraram nosso escritório com a mesma história: investiram em tokens oferecidos dentro de um grupo de WhatsApp, viram o saldo crescer na tela e, na hora de sacar, foram informadas de que precisavam depositar mais dinheiro para liberar o valor. O nome que aparece em todos esses relatos é o mesmo: Naxira Exchange.
Uma dessas pessoas disse uma frase que resume bem o problema: “olhei no Google sobre essa corretora e parece que não existe mesmo”. Ela estava certa, e neste artigo você vai entender exatamente por quê.
Nós fomos além da opinião. Analisamos o registro do domínio, a hospedagem, o certificado de segurança, o código-fonte de todas as páginas e os metadados do documento oficial que a própria plataforma distribui. O que encontramos está descrito abaixo, item por item, e qualquer pessoa pode conferir.
Resumo rápido: o site da Naxira Exchange foi registrado em 23 de junho de 2026, está hospedado em servidor chinês, tem comentários em chinês espalhados pelo código, exibe duas equipes de executivos completamente diferentes entre si, distribui o mesmo arquivo em inglês fazendo passar por dez idiomas e não possui página de carteira, área de login nem qualquer licença. Os três tokens vendidos aos brasileiros (AEN, SOC e OMX) não aparecem uma única vez nas 60 páginas do documento oficial da própria plataforma.
Afinal, a Naxira Exchange é confiável?
Não. E não se trata de desconfiança genérica com plataformas novas. Os indícios são concretos, verificáveis e se acumulam em treze pontos independentes. Nenhum deles sozinho provaria alguma coisa. Juntos, formam um quadro que não deixa margem para dúvida razoável.
Vale registrar desde já um ponto de honestidade: alguns sinais que costumam ser apontados como prova de fraude, como a ocultação dos dados do dono do domínio, hoje são padrão de mercado e não significam nada isoladamente. A força do que apresentamos aqui está na soma, não em um item avulso.
O que a investigação técnica encontrou
1. O site nasceu em junho de 2026
O domínio naxira.us foi registrado em 23 de junho de 2026, pela GoDaddy, e pago por apenas um ano. Os dados do titular estão inteiramente ocultos. O único dado geográfico disponível é o estado de Arkansas, nos Estados Unidos.
Uma corretora que se apresenta como infraestrutura financeira global não nasce com poucas semanas de existência e registro pago por doze meses.
2. O certificado de segurança foi emitido dois dias depois e não valida a empresa
O cadeado que aparece no navegador é frequentemente usado como argumento de confiança pelos golpistas. No caso da Naxira, o certificado foi emitido em 25 de junho de 2026, dois dias após o registro do domínio, por uma autoridade polonesa, no modelo mais básico que existe.
Esse tipo de certificado confirma apenas que quem o pediu controla o domínio. Ele não verifica se existe empresa, sócio, endereço ou registro algum. Instituições financeiras reais usam certificados que exigem comprovação da existência jurídica da companhia.
3. O código está escrito em chinês, e um comentário diz “chinês por padrão”
Este é um dos achados mais diretos. Em todas as páginas do site existem comentários deixados pelos programadores em chinês, como 先加载资源 (“carregar os recursos primeiro”) e 最后加载主逻辑 (“carregar a lógica principal por último”).
No arquivo que controla os idiomas, há um comentário que diz literalmente 默认中文, ou seja, “chinês por padrão”. E o primeiro bloco de tradução do arquivo é o chinês, seguido pelos demais idiomas. O site está hospedado em servidores da Alibaba Cloud, provedora chinesa.
4. O texto em português é tradução automática, e isso aparece
A plataforma descreve seus produtos financeiros como “Jogabilidade Inovadora com Destaque em Contratos”. “Jogabilidade” é tradução literal de um termo chinês usado em videogames. Nenhuma corretora séria descreve derivativos financeiros dessa forma.
Outros trechos do próprio site: “construir uma rodovia de financiamento que interliga ativos globais” e “os dividendos tecnológicos irão reabastecer totalmente cada companheiro”.
5. O documento oficial foi criado antes de o site existir
A Naxira distribui um documento de 60 páginas apresentando o projeto. Ao examinar os metadados desse arquivo, encontramos o seguinte: foi criado em 11 de junho de 2026, às 15h39, no fuso horário +08:00, que corresponde a China, Singapura e Hong Kong. O programa usado foi o WPS Office, suíte de escritório chinesa. O autor registrado é simplesmente “Administrator”.
Ou seja: o documento institucional da empresa foi produzido doze dias antes de a empresa ter sequer um endereço na internet.
6. Os dez idiomas do documento são o mesmo arquivo renomeado
O site oferece o documento em português do Brasil, inglês, português de Portugal, coreano, japonês, árabe, francês, alemão e chinês tradicional. Verificamos cada um deles.
Todos os arquivos, com uma única exceção, têm exatamente o mesmo tamanho (3.992.473 bytes) e a mesma assinatura digital. São literalmente o mesmo arquivo, em inglês, renomeado dez vezes. A vítima brasileira que baixa o documento “em português” recebe um PDF em inglês. A única versão realmente distinta é a chinesa, o que indica qual é o documento original.
7. Existem duas equipes de executivos diferentes para a mesma empresa
No site, o executivo apresentado é “Carlos Eduardo Gómez Martínez”, com mestrado pela Universidade Nacional Autônoma do México e certificado de Harvard, descrito como vencedor do prêmio “Pessoa Financeira do Ano” concedido pelo Financial Times. Esse prêmio não existe.
No documento oficial, a equipe é outra: “August”, “Jason”, “Steve Wong”, “Edward Li” e “Marks”, com doutorados atribuídos a Columbia e Yale e passagens pelo Google e pela Amazon.
Nenhum nome coincide entre os dois materiais. Nenhum tem foto, sobrenome completo verificável ou perfil profissional localizável. São duas equipes fictícias diferentes, distribuídas ao mesmo tempo pela mesma suposta empresa.
8. A bandeira do México esqueceram de trocar
No código da página inicial, o seletor de idiomas vem configurado com a bandeira do México como padrão. O executivo principal é mexicano, formado no México, com “espanhol (nativo)” listado como idioma. E, no entanto, o documento em espanhol é o único que não existe no site.
A leitura mais provável é que o mesmo material foi usado antes em uma campanha voltada ao público de língua espanhola e reaproveitado para o Brasil sem limpar os vestígios.
9. Os números prometidos são fisicamente impossíveis
O documento promete “5 milhões de transações por segundo”. Poucas linhas depois, o próprio texto admite que as corretoras reais do mercado operam na casa das 100 mil transações por segundo, e que a melhor do mundo atinge 130 mil.
No código do site também ficaram esquecidos preços fixos de um modelo pronto: Bitcoin a 34 mil dólares, Ethereum a 25.600 dólares e Tether a 7 mil dólares. O Tether é uma moeda estável que vale, por definição, um dólar.
10. Não existe corretora nenhuma, existe uma vitrine
Este talvez seja o ponto mais importante para quem foi vítima. Verificamos o site inteiro:
- A página de carteira retorna erro 404, e o link para ela está desativado no código.
- Não existe área de login, conta de usuário ou sistema de negociação.
- Não existe nenhum endereço secundário ativo (testamos app, trade, exchange, wallet, login, api e mais doze variações).
- Não existem os arquivos que instruem o Google a indexar o site.
É por isso que as vítimas não encontram nada ao pesquisar. O site nunca foi feito para ser achado. Ele existe apenas para dar aparência de legitimidade a quem já foi abordado pelo WhatsApp. E, principalmente: a tela onde a vítima vê o próprio saldo não fica nesse endereço. É outro sistema, enviado por link privado.
11. O e-mail oficial fica em um domínio que não tem site
O contato divulgado no topo e no rodapé da página usa um domínio diferente do site principal. Esse domínio não hospeda página nenhuma. Ele tem apenas configuração de e-mail em um serviço gratuito.
12. Não há licença nem registro em lugar algum
O site menciona repetidamente uma “Fundação de Investimento de Ativos Digitais de Singapura”. Não há, em nenhuma página nem no documento de 60 páginas, número de registro societário, endereço físico, nome de órgão regulador ou número de licença.
No rodapé existem dois links chamados “Change Log” e “DLicense”. Ambos estão desativados e não levam a lugar nenhum. A Naxira não possui autorização da Comissão de Valores Mobiliários nem do Banco Central para captar recursos no Brasil.
13. Os tokens vendidos aos brasileiros não existem no documento oficial
Buscamos os três tokens oferecidos às vítimas no texto integral das 60 páginas:
- AEN: zero ocorrências.
- SOC: zero ocorrências.
- OMX: zero ocorrências.
Os ativos vendidos ao público brasileiro não são mencionados nenhuma vez na documentação da própria plataforma que supostamente os emite.
Como o golpe funciona na prática
A partir dos relatos que recebemos e de comentários públicos deixados em nossos canais, o padrão é bastante consistente e segue seis etapas.
Primeiro, a captação. A vítima é inserida em um grupo de WhatsApp apresentado como clube de investidores. Um dos grupos identificados nos relatos se chama “B311, Clube de Investidores Falcão”. Dentro dele atuam pessoas que se apresentam como assessoras e acompanham cada participante individualmente. Vítimas diferentes, que não se conhecem, citaram de forma independente os nomes “Lucas” e “Valentina”. Em esquema semelhante, aparece uma assistente chamada “Ana”.
Segundo, a mudança de banco. A vítima é orientada a abrir conta em uma segunda instituição financeira. Em um dos relatos, a pessoa já tinha conta em um banco e foi instruída a abrir outra em um banco digital especificamente para comprar as criptomoedas e transferi-las.
Terceiro, os lançamentos em sequência. Os tokens são oferecidos um após o outro: primeiro AEN, depois SOC, depois OMX. O AEN foi vendido entre 2,50 e 2,64 dólares, com a promessa de que chegaria a 15 dólares, e com orientação expressa para que ninguém vendesse antes disso.
Quarto, a confiança fabricada. Saques pequenos dos primeiros tokens são efetivamente liberados. É o que convence a vítima de que a plataforma funciona e a leva a investir valores maiores no lançamento seguinte.
Quinto, a trava. Ao tentar sacar o valor maior, o saldo aparece bloqueado. A vítima é informada de que precisa fazer um novo depósito para liberar. Em um dos relatos, foi exigido o equivalente a 20 por cento do lucro. Este é o mecanismo conhecido como golpe da taxa antecipada, e ele não tem fim: liberado um pagamento, sempre aparece o próximo.
Sexto, as datas que nunca chegam. Aos investidores travados foi prometida uma liberação geral dos saques em 11 de agosto de 2026. Os administradores também passaram a divulgar um encontro presencial no Rio de Janeiro para o fim de agosto. Prometer uma data futura é recurso clássico desse tipo de esquema: enquanto a data não chega, o operador ganha tempo e segue captando. Quando chega, aparece uma justificativa e uma data nova.
A linha do tempo
| Data | O que aconteceu |
|---|---|
| 11/06/2026 | Documento oficial criado em programa chinês, fuso +08:00 |
| 23/06/2026 | Domínio naxira.us registrado, dados do titular ocultos |
| 25/06/2026 | Certificado de segurança básico emitido |
| 30/06/2026 | Última modificação do site |
| 15/07/2026 | Uma das vítimas que nos procurou transfere valor expressivo |
| 15, 28 e 31/07/2026 | Sequência de comunicados idênticos publicados em portais de baixa relevância |
| 04 e 05/08/2026 | Novas vítimas procuram o escritório |
| 11/08/2026 | Data prometida aos investidores para a liberação dos saques |
| 04/09/2026 | Site permanece no ar e continua acessível, conforme verificação feita nesta data |
Sinais que você pode checar sozinho em cinco minutos
Vale para a Naxira e para qualquer plataforma que apareça amanhã com outro nome:
- Idade do domínio. Sites de golpe costumam ter poucas semanas de vida. Existem consultas gratuitas que mostram a data de registro.
- Pedido de depósito para liberar saque. Nenhuma corretora legítima do mundo exige que você deposite dinheiro para retirar o seu próprio dinheiro. Esse pedido, sozinho, encerra a discussão.
- Rentabilidade prometida ou garantida. Investimento com retorno garantido não existe. Quando existe promessa, existe golpe.
- Ausência de CNPJ e de registro na CVM. Quem capta investimento no Brasil precisa de autorização.
- Contato apenas por grupo de mensagem. Corretora de verdade tem canal oficial de atendimento, não uma assessora pessoal no WhatsApp.
- Ausência de resultados no Google. Se o nome da plataforma não retorna nada além do site dela mesma, desconfie.
Atenção: naxira.io é outro site, sem relação com este caso
Durante a apuração, encontramos um segundo endereço com nome parecido, o naxira.io. É importante deixar claro, para não haver injustiça: não há nenhuma ligação técnica entre os dois.
São registradores diferentes, servidores diferentes, certificados diferentes, tecnologias diferentes e propostas diferentes. O naxira.io se apresenta como projeto de análise de mercado com inteligência artificial, traz aviso expresso de que não constitui recomendação financeira e não solicita depósitos. A coincidência é apenas de nome.
Caí no golpe da Naxira. O que posso fazer agora?
A resposta depende de duas coisas: como o dinheiro saiu das suas mãos e quanto foi. São caminhos jurídicos diferentes, e o primeiro passo é identificar em qual situação você se encaixa.
Situação 1: você comprou criptomoedas e transferiu para uma carteira indicada
Se você comprou em uma corretora conhecida e enviou as moedas para um endereço fornecido pelos operadores, existe rastro. Toda transferência de criptomoeda fica registrada de forma pública e permanente, e é possível seguir o caminho do dinheiro.
Nesse caso, o trabalho começa pelo rastreamento das transações, que identifica para onde os valores foram e se ainda existe saldo parado em algum ponto da cadeia. Quando o dinheiro passou por moedas estáveis como o Tether, existe ainda a possibilidade de pedir judicialmente o bloqueio desses valores, porque as empresas emissoras têm capacidade técnica de congelá-los.
Para isso, guarde tudo: comprovantes de compra, códigos de transação, endereços de destino e capturas de tela da plataforma.
Situação 2: você só teve contato com eles por WhatsApp, Telegram ou redes sociais
Muitas vítimas nos dizem a mesma frase: “mas eu não sei quem são essas pessoas, não tenho nome, não tenho CNPJ, não tenho nada”. Isso não encerra o assunto.
Quando o contato aconteceu por uma plataforma digital, é possível pedir judicialmente que essa plataforma entregue os dados cadastrais de quem estava do outro lado. Isso vale para WhatsApp, Telegram, Instagram, Facebook, TikTok, YouTube, contas de e-mail e outros serviços.
O ponto que a maioria das pessoas desconhece é que os dois desfechos possíveis favorecem a vítima. Se a plataforma entrega os dados, você passa a saber quem processar. Se ela se recusa a entregar, descumpre uma obrigação legal, pode ser multada pelo juiz e o seu prejuízo pode ser discutido como perdas e danos contra a própria plataforma.
Explicamos esse caminho em detalhe na página sobre como responsabilizar alguém quando você não sabe quem aplicou o golpe.
Em qualquer uma das situações
Registre boletim de ocorrência e preserve todas as provas antes que os grupos sejam apagados: exporte as conversas, salve os prints, anote nomes de usuário e números de telefone. Prova apagada não volta.
Se quiser que a gente avalie o seu caso e indique qual dos caminhos se aplica, fale com a nossa equipe pelo WhatsApp.
O que você não deve fazer
- Não deposite mais nada. Nenhuma taxa libera saque em golpe. Cada valor pago para “destravar” é prejuízo novo, não recuperação do antigo.
- Não saia dos grupos antes de exportar as conversas. Ao sair, você pode perder acesso ao histórico, que é a sua prova.
- Não avise os golpistas de que descobriu. Isso costuma acelerar o bloqueio da sua conta e o sumiço dos operadores.
- Não contrate empresas que prometem recuperar tudo mediante pagamento antecipado. É comum que vítimas de golpe sejam abordadas por um segundo golpe, agora de falsa recuperação.
- Não tenha vergonha de procurar ajuda. Uma das pessoas que nos procurou tem quase 80 anos e disse não ter contado a ninguém. O silêncio é exatamente o que o golpe precisa para continuar funcionando.
Perguntas frequentes
Prometeram liberar os saques em uma data e não liberaram. Isso é normal?
É o roteiro esperado. Datas de liberação são um recurso comum nesse tipo de esquema para ganhar tempo e permitir novos depósitos. Quando a data chega, costuma surgir uma justificação técnica, um novo requisito de pagamento e uma data nova.
Preciso pagar alguma taxa para liberar meu dinheiro?
Não. Esse pedido é o próprio golpe. Nenhuma corretora legítima cobra para você retirar o seu dinheiro. Se pediram, é a confirmação de que se trata de fraude.
Dá para recuperar o dinheiro?
Depende do caso, e seria desonesto prometer resultado. O que existem são caminhos jurídicos concretos, que variam conforme o dinheiro tenha saído em criptomoedas rastreáveis ou o contato tenha se dado apenas por aplicativo de mensagem. A avaliação do caso concreto é o que define o que é possível buscar.
Tenho prazo para agir?
Sim. Existem prazos legais tanto para o registro de ocorrência quanto para as medidas judiciais. Quanto mais cedo, melhor, principalmente porque as provas digitais desaparecem rápido.
Não sei o CNPJ da empresa. Consigo fazer boletim de ocorrência?
Sim. A ausência de CNPJ não impede o registro. Descreva os fatos, informe os nomes de usuário, números de telefone e endereços de carteira que você tiver, e anexe os comprovantes. Explicamos o passo a passo no artigo sobre boletim de ocorrência de golpe online.
Considerações finais
A Naxira Exchange não é uma corretora que deu errado. É um site montado em junho de 2026, em servidor chinês, com documentação fabricada antes de o próprio site existir, duas equipes fictícias incompatíveis entre si e sem qualquer sistema de negociação real por trás. Os tokens vendidos aos brasileiros não constam nem no documento que a plataforma distribui sobre si mesma.
Se você foi atingido, o mais importante agora é parar de enviar dinheiro, preservar as provas e entender qual caminho jurídico se aplica ao seu caso. Fale com a nossa equipe pelo WhatsApp para uma avaliação.
Para entender o padrão geral desse tipo de fraude, que se repete a cada nova plataforma que surge, leia também nosso material sobre o golpe da falsa corretora de criptomoedas e sobre recuperação de valores em golpes com criptoativos.
Este artigo tem finalidade informativa e não constitui promessa de resultado. As informações técnicas aqui descritas foram obtidas exclusivamente de fontes públicas, incluindo registros de domínio, configurações de servidor, certificados digitais, código-fonte disponível publicamente e metadados de documento distribuído pela própria plataforma, e podem ser verificadas de forma independente por qualquer pessoa. Os nomes citados correspondem a identificações relatadas por vítimas e não foram confirmados quanto à identidade civil de seus portadores.

